A situação ficou mais grave. Graziela pensou em uma medida drástica: internar o marido, mesmo contra a vontade dele, a chamada internação compulsória. Mas, para isso, ela precisava de uma autorização da Justiça. E a família de Chorão conseguiu.
"Era uma coisa que eu estava me odiando por fazer. Eu falava: 'gente, como que eu vou pegar ele?'. Eu falava: 'não me interessa se ele vai me odiar para sempre', eu falei para o filho dele: 'não, não me interessa se teu pai pode me odiar para sempre. Mas se isso for salvar a vida dele, não interessa! Que ele me odeie então para sempre'", contou.
Chorão e Graziela foram casados por 15 anos, e estavam separados há alguns meses. "Eu falava, 'Alexandre, não vou aguentar isso'. Ele começou a sair de casa para usar [cocaína], para eu não ver", contou.
Segundo ela, dizendo que a fase mais "pesada" começou há cerca de um ano e meio. "Essa droga [cocaína], parece que a pessoa está possuída. As reações são outras, o jeito é outro. Parece outro ser".
A estilista revelou também que o músico tinha "facilitadores", pessoas que o ajudavam a conseguir drogas. Graziela disse ainda que no último ano Chorão voltou a consumir cocaína com intervalos de dois ou três dias.
"Espero que a morte dele sirva de exemplo para a molecada. Droga não é brincadeira e traz muito sofrimento", opinou ela que considera os cadernos do cantor "seu maior tesouro".
Alexandre, filho de Chorão, também falou sobre a morte do pai. "Não previa esse fim, ele era uma pessoa que tinha muitos projetos", afirmou ele que descobriu um skate no carro de Chorão e prometeu ao pai usá-lo pelo menos uma vez ao mês.
No apartamento em que Chorão foi encontrado morto havia bebidas e pó branco que ainda passa por perícia para confirmar se era mesmo cocaína.
No programa, Graziela contou que a cocaína foi o motivo da separação do casal no final do ano passado. "Eu falei: 'Alexandre, o que você está esperando acontecer?'".
As circunstâncias da morte do cantor estão sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa.

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