quarta-feira, 15 de maio de 2013

VBL presta esclarecimentos sobre apreensões e possível quebra de contrato

A direção da empresa de transporte Viação Branca do Leste (VBL) convocou uma coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (14) para se pronunciar sobre a apreensão de mais de 40 ônibus feita pela Polícia Militar. Falou também sobre o futuro da empresa em Imperatriz e, consequentemente, a quebra de contrato anunciada pela Prefeitura.

“Mesmo com as apreensões, a VBL está com 100% da frota circulando na cidade. Colocamos uma frota reserva na rua imediatamente para não deixar a população desassistida, pois a empresa tem consciência e compromisso com a população. Independente do que houve, não vamos deixar de atender ninguém”, garantiu o diretor da VBL, Mario Elísio, em seu discurso inicial. 

Informou, inclusive, que a empresa deixou de prestar serviço de transporte para a empresa de papel e celulose Suzano, a fim de atender a população. “A VBL hoje tem uma frota de 184 veículos, parte destes veículos estavam atendendo a Suzano. 

Desativamos o serviço da Suzano, para compor a frota na cidade”.
Ele reclamou das fiscalizações feitas pela polícia, alegando que outros transportes irregulares como táxi-lotação não são apreendidos. “Eu não vejo nenhuma operação para prender táxi e mototáxi irregular. A minha empresa dá emprego para centenas de funcionários, enquanto um taxista só dá emprego para ele mesmo. É uma concorrência desleal”, defendeu. E citou que muitos ônibus foram apreendidos por “questões mínimas”, como a falta de um estepe.

Os 42 ônibus apreendidos passarão por reformas e voltarão para as ruas em breve, de acordo com o diretor. “Como temos uma frota reserva suficiente para atender a população, aproveitamos para fazer uma revisão geral nos ônibus considerados irregulares, para que saiam arrumados para atender a população”.

Ao afirmar que possui frota suficiente para atender a toda a cidade, a imprensa questionou o diretor a respeito dos bairros que não possuem linha de ônibus. “A cidade possui um desenvolvimento muito rápido, então há muitos bairros novos. Já visitamos alguns desses bairros, comunicamos ao prefeito sobre isso, e ele se comprometeu a arrumar os bairros para que possamos entrar com a frota”, justificou.

Quebra de contrato- Devido às constantes reclamações à empresa, o prefeito Sebastião Madeira chegou a anunciar, durante a Conferência das Cidades, que a empresa tinha um prazo de 30 dias para se regularizar, caso contrário haveria um processo para quebra de contrato. 

O diretor garantiu que não há motivo para isto, já que a empresa vem cumprindo a todas as exigências feitas pela Secretária de Trânsito e pelo Ministério Público. “Existe uma notificação da Prefeitura, já feita há algum tempo, que estamos atendendo. Mais frotas na rua estamos colocando; treinamento para os funcionários estamos dando. Em momento nenhum cruzamos os braços”.

Em relação aos constantes ônibus quebrados no meio da rua, o diretor disse: “Operamos com 70 ônibus em toda Imperatriz e região. Nós tínhamos uma média de 8 socorros por dia. Esse índice caiu para 3, ou seja, houve uma evolução muito grande. Zerar este índice é impossível, pois imprevistos acontecem”.

A direção da empresa chegou a anunciar a circulação de um novo ônibus para atender aos deficientes. “Temos 20 veículos nas ruas para os cadeirantes. E vamos colocar um serviço exclusivo, que vamos concluir em, no máximo, 60 dias. Através do telefone, o cadeirante solicita e buscaremos gratuitamente. Trabalhará neste ônibus uma enfermeira e um motorista também enfermeiro”, finalizou Mário Elísio.

Nenhum comentário: